“Família é o que rege esse país”, afirma senadora Aimê Gomes

A declaração foi feita em meio a debate sobre implementação de educação sexual nas escolas, projeto aprovado no Senado

Por: Clara Fernandes

O Projeto de Lei que prevê educação sexual nas escolas foi aprovado pelo Senado do Sigma-Múndi nesta sexta-feira (10). Durante o debate, a senadora Aimê Gomes (PSL/SC) afirmou que a “família é o que rege esse país”, ao se posicionar contra o projeto da senadora Laura Borges (PT/SC).

O PL foi relatado pela senadora Isabel Figueiredo (DEM/SP), que afirma que a Convenção Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi desrespeitada com o projeto e que sua implementação trará pouco retorno ao país. Aimê Gomes reforçou o posicionamento da parlamentar do DEM, defendendo que a implementação de educação sexual na grade curricular das escolas pode ferir a liberdade das famílias de perpetuar as suas crenças.

Polarização de opiniões 

Os posicionamentos das parlamentares Aimê Gomes e Isabel Figueiredo foram fortemente criticados por senadores da oposição. A principal pauta contrária se pauta na importância da educação sexual em casos de jovens que sofrem abusos. A senadora Gabriela Cavalcante (PDT/AC) ressaltou a importância da pluralidade de ideias na formação do cidadão ao afirmar que o debate é “benéfico aos estudantes”. 

Laura Borges, autora do projeto de lei, defende a importância da educação sexual nas escolas

Helena Rodrigues (PSB/SC) reforça: ”em casa, nem todos os responsáveis estão dispostos a conversar sobre educação sexual”. A afirmação é complementada pela senadora Letícia Galdino (REDE/AP), que defende a chance de intervenção da escola em casos em que o abuso sexual de menores vêm da própria família.

Gabriela Cavalcante (PDT/AC) defende o projeto

Decisão (quase) unânime 

No debate, os dados apresentados pela senadora Luiza Peles (PSDB/MT) mostraram a viabilidade econômica de implementação do PL. Na pesquisa, ela mostra que o projeto pode trazer grandes benefícios ao país a curto e a longo prazo. O PL contou com o voto a favor da grande maioria dos senadores, e foi aprovado.

Helena Rodrigues refuta argumentos de Aimê

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