Participação política de LGBT’s é tema da primeira sessão do CPCJC (policiais e civis)

Representantes LGBT’s, policiais e organizações cristãs conservadoras foram ouvidos na sessão

Por Samuel Barreto

No debate da primeira sessão da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Criminal (CPCJC) do Sigma-Múndi, representantes LGBT’s, de policiais e de organizações cristãs conservadoras consolidam seus posicionamentos contrastantes. O crescimento da população LGBT e a falta de representatividade política foram fortes pontos de argumentação dos apoiadores da causa.

Embate de diferentes ideias causa atrito entre representantes do CIDH e da AFA na sessão

Delegados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmam estar apreensivos quanto aos integrantes LGBT que pretendem participar de eleições. “Membros LGBT’s não se sentem livres a se candidatar devido ao repudio”, afirma a delegada Ana Beatriz (CIDH).

Os representantes da American Family Association (AFA), foram contrários às afirmações dos delegados do CIDH. Para os opositores, no período eleitoral, é eleito aquele que demonstra mais competência e segurança. “A opção sexual não altera a competência de um candidado. Consequentemente, também não altera os resultados das eleições”, acredita Tiago Vecchi (AFA).

Caso Marielle Franco

O caso de Marielle Franco foi citado recorrentemente pelas organizações apoiadoras da causa LGBT, que acreditam que o assassinato ocorreu por homofobia de políciais do Rio de Janeiro. A bancada dos policias se pronuncia contra a afirmação e declara que o assasinato ocorreu por motivos políticos, e que os suspeitos já foram sido presos.

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