Muro virtual deve ser implantado na fronteira EUA-México após nova tentativa de travessia

Cerca de 400 imigrantes foram barrados pela força policial norte-americana; delegados se posiciona

Por: Malu Couto

Nesta sexta-feira (10), 400 imigrantes que estavam na cidade de Tijuana, México, tentaram atravessar a fronteira do país com os Estados Unidos no Sigma-Múndi. Com gases de efeito moral e perseguição, forças policiais norte-americanas impediram o cruzamento dos imigrantes. A situação refletiu na pauta do Gabinete do Presidente dos Estados Unidos e, após deliberações, deputados decidem implementar um muro virtual na fronteira.

O documento de decisão apresentado pelos delegados inclui sugestões para a resolução da crise, com a descrição de auxílio de muros tecnológicos em áreas sensíveis, de formação de equipes especializadas para a implementação, de investimentos e monitoramentos aéreos, além da extradição dos criminosos que já adentraram a fronteira.

Muro virtual
Foram os delegados do Departamento de Defesa dos EUA, Gabriel Lemos Moulin e Rafael Tiberi Caldas, quem propuseram um documento de trabalho para a construção de um muro virtual. A empresa Quanergy é uma das poucas a trabalhar com o Lidar, uma tecnologia utilizada na condução autônoma como ferramenta de vigilância de fronteiras.

Mais barata e com o menor impacto ambiental, uma parede virtual baseada em radares, sensores e câmeras poderia, teoricamente, oferecer uma solução ao obstáculo político entre o presidente americano e os parlamentares democratas. Em um discurso na terça-feira à noite, Donald Trump reivindicou US$ 5,7 bilhões para construir uma “barreira de aço”, justificada pelo combate de imigrantes ilegais e de tráfico de drogas.

Graças ao Lidar, que detecta a luz e mede distâncias com mira a laser, o sistema da Quanergy pode ver dia e noite, independentemente do clima, detectar intrusos automaticamente e informar posição GPS às forças da lei. O preço do equipamento deve ser de cerca de US$ 1,5 bilhão para toda a fronteira entre os Estados Unidos e México, valor inferior ao da estimativa mais barata para a construção de um muro físico, US$ 5 bilhões.

Outra vantagem de uma fronteira virtual, de acordo com os promotores, para os 3.200 km entre os Estados Unidos e o México, seriam os preços também mais baixos de operação. Além disso, a proposta promete benefícios ao ecossistema, já que a fronteira virtual não modifica a paisagem local ou perturba o sistema, excluindo a necessidade de patrulhas circulando pelo território.

Clima no comitê
No gabinete, o guarda costeiro Tom Hanks alega que as invasões pela fronteira são “um absurdo”. “O país foi feito para americanos, não imigrantes”, afirma. Segundo o guarda, as tentativas de imigrantes de adentrar o território norte-americano são diárias.

“Nós, da Guarda costeira, fazemos nossos trabalhos, porém parece que o nosso governo não se importa com que está acontecendo.” Hanks pede mais munição e recursos financeiros para combater as travessias. “Além disso, esses governos têm que fazer alguma coisa para impedir que esse pessoal venha para os EUA”, sugere.

Os deputados dos EUA e os deputados latinos, sob o dever responder a situação, debateram diferentes possibilidades. Ao mesmo tempo que a Guatemala tenta amenizar o clima de tensão, também confronta os outros representantes que estão sendo acusados de xenofobia. Como ideia de solução, deputados estadunidenses apresentam fronteira virtual, que traz menos impactos ambientais.

Muro como solução
Secretários de Estado dos Estados Unidos, Arthur Pereira e Matheus Moreira também se posicionaram. “Na campanha da presidência do presidente Donald Trump, foi proposto o projeto de construção de um muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos, sendo essa uma possível solução. […] Aos criminosos que adentram a fronteira, que sejam presos e julgados pelo poder judiciário e, por fim, sejam extraditados para seus países de origem.”

Gabriel Lemos Moulin e Rafael Tiberi Caldas, pedem ajuda à Procuradoria Geral, que apoiou o envio de tropas para os pontos críticos da fronteira. “Com o apoio da Procuradoria, as ações militares seriam efetivadas pelo Secretariado de Defesa. Os imigrantes capturados seriam deportados de volta para seus respectivos países. Tal medida garantiria a soberania dos EUA”, alegam. A deportação seria executada pela Secretaria de Transporte.

Defesa de transporte

As delegadas da Secretária de Saúde e Serviços Humanos, Anna Ganzelevitch e Julia Lopes, também foram fortes em seus posicionamentos. Para elas, os Estados Unidos devem fortalecer a fronteira com munições e armamentos não letais para se protegerem de novas tentativas de invasão. Elas pedem ainda atitudes dos governos latinos para manter as populações em seus respectivos territórios. “Caso algum indivíduo seja machucado durante a tentativa de invasão, a Secretaria de Saúde e Serviços Humanos está disposta a disponibilizar tratamentos médicos na fronteira”, prometem.

Amenizando o conflito
Na Guatemala, as deputadas das Relações Exteriores Júlia Medeiros e Clara Freitas apontam seus posicionamentos como país latino. “Visando amenizar o conflito, com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Guatemala sugere a criação de uma organização, com sede na cidade Tijuana, com o objetivo de assistir as necessidades desses imigrantes. Para o sucesso desse projeto, a organização deve receber auxílio tanto monetário como alimentício de países dispostos”, explicam.

Representantes da Guatemala


Os deputados do México Marina Mendonça Lima e Eduardo Brun oferecem uma forma de localizar os imigrantes de origem mexicana com apoio essencialmente econômico, baseando-se na criação de empregos dentro do México. Assim, eles acreditam poder alcançar o acordo comum entre os países.

Última caravana
Clara Freitas afirma que a Guatemala só apoiaria a construção de um muro na fronteira caso a última caravana latina passe para os EUA. Em resposta à deputada, Rafael Tiberi pontua: “Não é dever da Guatemala definir se a construção do muro vai ocorrer somente com a aceitação das caravanas latino-americanas”.

As delegadas do Departamento de Transporte, Isadora Ferreira Grande e Amanda Guiotti, afirmam que as caravanas só serão aceitas após pagamento de taxa solicitada nos requerimentos de asilo que estão sendo usadas para construir o muro.

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