[Suprema Corte] Caso de Aurélia Browder põe em questão as leis de segregação dos EUA

Embate na Suprema Corte do Sigma-Múndi deixa questionamento: a segregação deve ou não ter fim?

Por: Karen Lorena

Nesta sexta-feira (10), o Caso de Aurélia Browder Coleman e das leis de segregação racial foi levado à Suprema Corte dos Estados Unidos do Sigma-Múndi. A casa foi acionada após acusações de que Aurélia Shines Browder teria violado leis de segregação racial nos transportes públicos. 

Na representação de Browder, advogados de acusação afirmam reconhecer que, ao passar por tantas situações humilhantes, um momento deveria haver uma rebelião. “De acordo com a 14º emenda constitucional, todos são iguais perante a lei”, apontam.

Advogados de defesa de Gayle afirmam que todos os ônibus possuem lugares igualmente divididos, então não estariam ferindo a Constituição ao prenderem um negro que se recusa a ceder um lugar para um branco. “Se a lei é igual para todos, por que isso nunca aconteceu com um branco?”, refuta a advogada de acusação Isadora Carmona.

Advogados de Gayle se posicionam a respeito da acusação constatando que a atitude de Browder teria sido inconstitucional, por desrespeitar a lei, não a apreensão de Aurelia Browder. 

Em outra pauta abordada, advogados debatem a respeito dos argumentos da defesa, que apontam que as leis não têm objetivo de privilegiar uma raça ou outra, e sim de sim proteger a todos. “As leis foram uma maneira de nosso presidente Gayle conter seus cães”, disse o advogado de defesa Mateus Vieira.

Os advogados de acusação sustentam que as leis foram aprovadas em um contexto extremamente racista e que, segundo eles, para aprender a viver com algo, se deve ter uma vivência igual e de respeito.

O intuito da defesa é de que os juízes aceitem as leis de segregação racial como constitucionais. Os advogados de Gayle seguem com o argumento de que nem todas pessoas segregacionistas são brancas. “Nós da acusação não vamos desistir até essas leis sumirem, então eu peço a vocês, advogados de defesa, que analisem melhor os fatos”, afirma a advogada de acusação Maria Eduarda Montello. 

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