As vozes que conectaram a XVIII edição do Sigma-Múndi

Depois de quatro sessões, três dias de simulação e muitas semanas de preparação, os comitês encerraram seus trabalhos com muito sucesso, diferentes desfechos e muita história para contar. O evento deste ano reuniu passado, presente e futuro.

Voltando ao ano 431 A.C, o Comitê Histórico traçou planos e estratégias para tentar solucionar a Guerra do Peloponeso, entre Liga de Delos e Liga do Peloponeso. Avançando um pouco no tempo, em 1956, a Suprema Corte dos EUA reavaliou o caráter constitucional das leis segregacionistas, à luz do caso Aurélia Browder X Gayle. Já em 2001, a CIDH repensou a responsabilidade do Estado brasileiro na falha em relação à proteção de seus cidadãos no caso Maria da Penha de violência de gênero.

Outros comitês se mostraram mais atuais. O Conselho Europeu conduziu negociações para que a possível saída do Reino Unido da União Europeia promova o mínimo de impacto nas nações.

O Supremo Tribunal de Justiça, por sua vez, trouxe à tona uma discussão sobre a doença do século – a depressão – e suas complicações, levando a casos de suicídio, indo mais afundo nos efeitos desse tipo de morte nos contratos de seguro de vida.

A Câmara dos Deputados discutiu segurança pública e política de desarmamento, concluindo o debate na decisão de legalização do porte de armas.

Os Senadores deliberaram sobre soluções para o problema da educação, seu papel no desenvolvimento nacional, a posição do educador e do Estado na aprendizagem dos alunos.

Os delegados passaram por muitas crises, não só pessoais, mas também dentro das sessões. O Gabinete do Trump, meio de resoluções de crises humanitárias e migratórias, teve de zelar pela dignidade humana dos imigrantes e pela segurança nacional. Em uma situação ainda mais crítica e delicada, os representantes do UNSC debateram sobre as maneiras de cessar a Guerra Civil do Iêmen, que acontece desde 2015.

Atualmente, o mundo se depara com os crimes virtuais. Tais delitos, associados ao discurso de ódio e ao terrorismo, além da relação violenta entre policiais e jovens civis, foram abordados nos comitês da CPCJC.

Avançando 11 anos na linha do tempo, a Guerra da Síria encontra um suspiro de paz. Foi tarefa do gabinete sírio no Comitê Futurístico manter a frágil estabilidade e a paz em um cenário pós-guerra.

Falando em futuro, o comitê do CEOs não falhou em preparar seus jovens empreendedores para o mercado de trabalho com provas que estimularam a criatividade, cooperativismo, proatividade e ambição.

De modo geral, as impressões da XVIII edição do Sigma-Múndi jogaram o nível do evento lá para o alto. As expectativas para o ano que vem estão mais altas ainda. Será tarefa difícil para os diretores, organizadores e alunos alcançá-las.

Momento auge

STJ – Mateus Sousa Ulhoa, Amicus Curiae I(recorrente): “O momento auge foi quando apresentamos provas aos ministros para que fosse dado provimento ao caso de forma justa”

Júlia Hariel Teixeira Souza (CPCJC 2): “Quando a Síria resolveu começar uma guerra contra o Iraque e o Paquistão.”                  

Maria Fernanda Espíndola Costa – juíza (CIDH): “Quando eu fui suspensa do Tribunal por ser acusada de corrupção.”

Gabriela Cavalcante, líder do partido PDT: “Eu acho que o momento melhor foi quando a gente tava falando sobre o direito da cultura e ficou realmente uma discussão de todos os partidos contra o PSL e foi muito engraçado, mas a gente conseguiu expandir bem a nossa mente.”

Dentro do seu comitê, as vozes se conectaram?

Júlia Hariel Teixeira Souza (CPCJC 2): “Sim! Muitos países se apoiaram, como o Paquistão e a Síria.”

Maria Fernanda Espíndola Costa – juíza (CIDH): “As vozes não se conectaram, os advogados da Maria da Penha e o Brasil não se encaixaram muito bem em nenhum momento.”

João Pedro Calheiros (CEOs): “Sim, totalmente. O CEO possui bastante representatividade, trabalhamos com dinâmicas que englobam os temas mais precisos e importantes de serem comentados em nossa sociedade.”

Quais são as suas expectativas para o Sigma-Múndi do próximo ano?

Gabriela Cavalcante, líder do partido PDT: “Eu espero que melhore, porque está sempre melhorando, está sempre inovando, trazendo novos temas e novas temáticas, então acho que vai melhorar bastante.”

Maria Fernanda Espíndola Costa – juíza (CIDH): “As expectativas estão muito altas, não tem como prever a simulação, todo ano é muito diferente.”

Júlia Cofferri (Câmara dos Deputados): “Espero participar novamente da Câmara dos Deputados com criação, desenvolvimento de mais comitês, dando oportunidade para mais alunos participarem.”

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